Tenho hérnia de disco
e pra não ficar só por aí também possuo desidratação discal e osteófitos
marginais, os famosos bicos de papagaio.
Mal havia
completado 30 primaveras quando fui acometida das primeiras dores na lombar.
Achei que
era uma dorzinha nas costas, mas não! Eu não melhorava.
Sentia formigamento
na perna esquerda até a ponta do pé e uma dor que me repuxava a caminhada...
Na época,
o ortopedista pediu uma ressonância que constatou meu abaulamento que mais
tarde virou protusão discal e as outras degenerações. É claro que ainda não
tinha os bicos de papagaio que aparecem com o tempo, mas não demorou
muito até serem apresentados a minha ilustre pessoa.
Me deparei com a
vaidade pois adorava usar um salto alto e tive que me conter. Até hoje!
Só em ocasiões especiais. E então começou a vida de limitações...
Fiz acompanhamento
com vários neurocirurgiões que quando diziam a frase: "_ Seu caso é
cirúrgico! " eu migrava pra outro.
Hoje faço
acompanhamento com ortopedista. Nosso amigo de família Dr Roberto Rangel Bongiovanni que
atende na clinica Uniort em
São Paulo, junto com outros especialistas inclusive para coluna como o Dr Carlos Eduardo
Barsotti que fez minha última infiltração. O Dr Roberto já operou o ombro de
meu esposo (que é sua especialidade) e meu joelho. Ahhhh... por
quê operei o joelho?? Bem... por causa da coluna eu ficava apoiando o peso do
corpo na perna direita por que a esquerda formigava e com o passar do tempo eu
lesionei o menisco!! É brincadeira?!! Pois é... não é nada fácil. Um problema que desencadeia outros.
Aqui eu fiz um breve
relato do que me acometeu essa doença degenerativa.
Quero dizer a vocês
que decidi não operar e realizar a famosa artrodese. Li muito a respeito e
descobri que 90% dos casos não são cirúrgicos. Podem utilizar tratamento
conservador. Então resolvi fazer parte dessa estatística.
Muitos dos estudos
realizados demonstram que os pacientes tem recidivas após 2 a 3 anos do
procedimento. Que continuam com muitas limitações, fibromialgia, doença
equina, além da dor propriamente dita... enfim, se o risco da melhora não ser
permanente existe, o medo de fazer o procedimento também.
Afirmo aqui que só
operarei no dia em que não tiver mais forças para caminhar. Lembro também que
tem períodos que sinto dor, limitação, formigamento... me sinto triste, fico
chateada e desanimada mas tento ser otimista.
O meu relato aqui
é pra ajudar você a decidir qual orientação tomar. Um dia também procurei
relatos e quase não os achei!! E hoje eu os compartilho porque sei que posso ajudar alguém.
Como foram os
procedimentos e o tratamento?
Três
infiltrações epidurais em 6 anos (sendo a última uma denervação facetária
infiltrativa), muito Lyrica, Tramal, Tylex (ultimamente só ele tem funcionado,
rsrsrs), fisioterapia, rpg, alongamentos,
muitaaaaa consciência corporal, dieta, emagrecimento, acupuntura e pilates studio. Garanto
a vocês que não é fácil, mas o que é nessa vida? E o tempo que isso
consome?... aiii desabafo...É preciso saber se terá tempo pra tudo isso!!! Tive
que readaptar minha vida pessoal e profissional.
Existem outras
técnicas e alternativas porém as que testei foram essas e obtive resultados
favoráveis que tem me sustentado firme na decisão de não operar
e sim manter uma vigilância permanente visto que é uma doença degenerativa.
O importante,
primeiramente, é se amar. Isso nos dá forças para se adaptar as situações e superar as
limitações.
Agradeço ao meu bom
DEUS pelo dom da vida, à minha família pelo apoio e paciência e aos amigos que
me encorajam!
Muita gratidão pela
vida!!
Abraços a todos!!!
links de
profissionais excepcionais que me atenderam:
