domingo, 30 de julho de 2017

Hérnia de disco e tratamento conservador


Hoje vim dividir experiências.  


Tenho hérnia de disco e pra não ficar só  por aí também possuo desidratação discal e osteófitos marginais, os famosos bicos de papagaio.  


Mal  havia completado 30 primaveras quando fui acometida das primeiras dores na lombar.
Achei que era uma dorzinha nas costas, mas não!  Eu não melhorava.


Sentia formigamento na perna esquerda até a ponta do pé e uma dor que me repuxava a caminhada... 

Na época, o ortopedista pediu uma ressonância que constatou meu abaulamento que mais tarde virou protusão discal e as outras degenerações. É claro que ainda não tinha os bicos de papagaio que aparecem com o tempo, mas não  demorou muito até serem apresentados a minha ilustre pessoa. 


Me deparei com a vaidade pois adorava usar um salto alto e tive que me conter. Até hoje! Só  em ocasiões especiais. E então começou a vida de limitações...


Fiz acompanhamento com vários  neurocirurgiões que quando diziam a frase: "_ Seu caso é cirúrgico! " eu migrava pra outro. 


Hoje faço acompanhamento com ortopedista. Nosso amigo de família Dr Roberto Rangel Bongiovanni que atende na clinica Uniort em São Paulo, junto com outros especialistas inclusive para coluna como o Dr Carlos Eduardo Barsotti que fez minha última infiltração. O Dr Roberto já operou o ombro de meu esposo (que é  sua especialidade) e meu joelho. Ahhhh... por quê operei o joelho?? Bem... por causa da coluna eu ficava apoiando o peso do corpo na perna direita por que a esquerda formigava e com o passar do tempo eu lesionei o menisco!! É brincadeira?!! Pois é... não é nada fácil. Um problema que desencadeia outros.


Aqui eu fiz um breve relato do que me acometeu essa doença degenerativa. 


Quero dizer a vocês que decidi não operar e realizar a famosa artrodese. Li muito a respeito e descobri que 90% dos casos não são cirúrgicos. Podem utilizar tratamento conservador. Então resolvi fazer parte dessa estatística.


Muitos dos estudos realizados demonstram que os pacientes tem recidivas após 2 a 3 anos do procedimento. Que continuam com muitas limitações,  fibromialgia, doença equina, além da dor propriamente dita... enfim, se o risco da melhora não ser permanente existe, o medo de fazer o procedimento também.  


Afirmo aqui que só operarei no dia em que não tiver mais forças para caminhar. Lembro também que tem períodos que sinto dor, limitação, formigamento... me sinto triste, fico chateada e desanimada mas tento ser otimista. 


O meu relato aqui é  pra ajudar você a decidir qual orientação tomar. Um dia também procurei relatos e quase não os achei!! E hoje eu os compartilho porque sei que posso ajudar alguém


Como foram os procedimentos e o tratamento? 
Três infiltrações epidurais em 6 anos (sendo a última uma denervação facetária infiltrativa), muito Lyrica, Tramal, Tylex (ultimamente só ele tem funcionado, rsrsrs), fisioterapia, rpgalongamentos, muitaaaaa consciência corporal, dieta, emagrecimento, acupuntura e pilates studio. Garanto a vocês que não é fácil, mas o que é nessa vida? E o tempo que isso consome?... aiii desabafo...É preciso saber se terá tempo pra tudo isso!!! Tive que readaptar minha vida pessoal e profissional. 

Existem outras técnicas e alternativas porém as que testei foram essas e obtive resultados favoráveis que tem me sustentado firme na decisão de não operar e sim manter uma vigilância permanente visto que é uma doença degenerativa.

O importante, primeiramente, é se amar. Isso nos dá forças para se adaptar as situações e superar as limitações.


Agradeço ao meu bom DEUS pelo dom da vida, à minha família pelo apoio e paciência e aos amigos que me encorajam!


Muita gratidão pela vida!!


Abraços a todos!!!






links de profissionais excepcionais que me atenderam: